o bom das telenovelas
Muita gente, mesmo muita, de todas as classes sociais, ganhou a mania de dizer que as telenovelas brasileiras não têm qualidade, que são sempre a mesma coisa, que, em suma, não prestam.
Em contrapartida, essas pessoas gostam de ver séries americanas, cuja única diferença é chamarem-se séries. Em tudo o mais, são produções idênticas no formato, no conteúdo e no fim: entreter as pessoas, proporcionar-lhes um bocado de prazer sem grandes preocupações de esforço intelectual e, se possível, transmitir alguma espécie de mensagem.
Ora, perdoem-me a ousadia, mas penso que as telenovelas são, sem dúvida, magistrais a prosseguir tais objectivos. Se não acreditam, é porque não as vêem, ou não querem admitir que há mesmo gente boa a produzir séries, ou como se chamam no Brasil, telenovelas, só que, ao invés de ser em inglês, são faladas em português.
Exemplo perfeito desta fantástica maneira de produzir séries é a novela América, que vem passando na SIC, pelas 21:30 h.. Entre umas boas colheradas de diversão, a série trata de múltiplas questões sociais da sociedade moderna, dentre as quais se destacam as relacionadas com o tráfico de droga, o comércio ilegal de emigrantes no continente americano, ou as relativas aos deficientes visuais.
Ao contrário de muitas séries que têm abordado estas questões numa perspectiva muito fantasiosa, esta telenovela assume um carácter de realismo que parece transportar-nos para a acção, sem no entanto esquecer a sua vertente lúdica e, por assim dizer, relegar para segundo plano a sua principal função, entreter quem se deixa abandonar a olhar o mundo pelos olhos das personagens que emprestam vida ao enredo.
Penso que a fórmula é muito bem conseguida. Espero que muitas outras questões sejam abordadas em telenovelas futuras de tão brilhante forma como têm vindo a sê-lo até agora e cá estarei, espectador atento, para aprender um pouco mais de vida em cada capítulo.
Em contrapartida, essas pessoas gostam de ver séries americanas, cuja única diferença é chamarem-se séries. Em tudo o mais, são produções idênticas no formato, no conteúdo e no fim: entreter as pessoas, proporcionar-lhes um bocado de prazer sem grandes preocupações de esforço intelectual e, se possível, transmitir alguma espécie de mensagem.
Ora, perdoem-me a ousadia, mas penso que as telenovelas são, sem dúvida, magistrais a prosseguir tais objectivos. Se não acreditam, é porque não as vêem, ou não querem admitir que há mesmo gente boa a produzir séries, ou como se chamam no Brasil, telenovelas, só que, ao invés de ser em inglês, são faladas em português.
Exemplo perfeito desta fantástica maneira de produzir séries é a novela América, que vem passando na SIC, pelas 21:30 h.. Entre umas boas colheradas de diversão, a série trata de múltiplas questões sociais da sociedade moderna, dentre as quais se destacam as relacionadas com o tráfico de droga, o comércio ilegal de emigrantes no continente americano, ou as relativas aos deficientes visuais.
Ao contrário de muitas séries que têm abordado estas questões numa perspectiva muito fantasiosa, esta telenovela assume um carácter de realismo que parece transportar-nos para a acção, sem no entanto esquecer a sua vertente lúdica e, por assim dizer, relegar para segundo plano a sua principal função, entreter quem se deixa abandonar a olhar o mundo pelos olhos das personagens que emprestam vida ao enredo.
Penso que a fórmula é muito bem conseguida. Espero que muitas outras questões sejam abordadas em telenovelas futuras de tão brilhante forma como têm vindo a sê-lo até agora e cá estarei, espectador atento, para aprender um pouco mais de vida em cada capítulo.
